
Realizado a 16 de abril, no The Ritz-Carlton, em Boston, o encontro, promovido em parceria com a OutSystems, juntou C-levels e diretores de áreas como tecnologia, inovação e transformação digital, provenientes de setores como saúde, biotecnologia, serviços financeiros e seguros.
A sessão teve início com as palavras de abertura de Demitri Voyiatzis, Account Executive na Noesis, que deu o mote para uma discussão centrada na transição da experimentação para a implementação de soluções de IA à escala, num contexto marcado por exigências crescentes ao nível de governance, integração e alinhamento com os objetivos de negócio.
Ao longo do painel, moderado por Juan Ramirez, Senior Solution Architect na OutSystems, João Moreira, OutSystems Solutions Architect na Noesis, juntou-se a Radha Kuchibhotla, Lead Director AI Solutions na CVS Health, para partilhar perspetivas sobre os principais desafios enfrentados pelas organizações na adoção de Agentic AI.
A conversa destacou algumas das barreiras mais comuns neste processo, desde a fragmentação de dados e a dificuldade de integração com sistemas legacy, até à ausência de frameworks claros para medir o impacto das iniciativas de IA. Além disso, ficou também evidente que muitas organizações continuam a enfrentar desafios na transição de projetos piloto para soluções operacionais, capazes de gerar valor real e sustentado. A isto acresce uma exigência muitas vezes subestimada: garantir que os agentes de IA operam com uma compreensão efetiva das arquiteturas, dados e dependências que caracterizam os ambientes empresariais.
Num cenário particularmente exigente, sobretudo em setores regulados, foi debatido o equilíbrio necessário entre a velocidade de experimentação e a necessidade de garantir confiança, transparência e controlo. A adoção de modelos de governação robustos e a definição de arquiteturas adequadas surgem como fatores críticos para uma implementação eficaz e escalável, alinhada com os princípios de Agentic Systems Engineering promovidos pela OutSystems.
A discussão abordou igualmente a evolução do papel das equipas e das lideranças, à medida que agentes de IA passam a assumir funções de suporte à decisão e execução. Assim, torna-se essencial desenvolver novas competências e modelos de colaboração entre pessoas e tecnologia.
O encontro terminou com uma reflexão sobre o que distingue as organizações que conseguem escalar a utilização de Agentic AI daquelas que permanecem numa lógica de experimentação contínua, destacando a importância de bases sólidas, alinhamento estratégico e foco no valor de negócio.