Luzes e Tecnologia
NOESIS NOS MEDIA
08 julho 2021

O Futuro do Workplace será híbrido


Ricardo Magalhães, Enterprise Solutions Senior Manager na Noesis, revela quais os principais desafios e oportunidades inerentes ao contexto do trabalho híbrido e na adoção de workplace solutions por parte das organizações – IT Insight

Se 2020 foi um ano marcado pelo trabalho remoto, 2021 marcará o forte incremento dos postos de trabalho híbridos. Um dos efeitos colaterais da pandemia foi a mudança do paradigma na forma como se perceciona o trabalho e os espaços de trabalho. Hoje, sabe-se que a grande maioria dos colaboradores consegue ser tão ou mais produtivo a trabalhar remotamente do que no escritório.


O modelo híbrido de trabalho oferece mais flexibilidade aos colaboradores, mas não deixa de ser um modelo desafiador. As empresas precisam de garantir a produtividade e mobilidade dos seus colaboradores, apostando na adoção de workplace solutions.


A adoção de soluções de trabalho remoto levanta ainda questões de cibersegurança. Em grande parte, devido ao facto de os colaboradores utilizarem equipamento profissional para uso pessoal, o que compromete a informação e os dados da organização, dos clientes e até dos próprios colaboradores. 

 

Assim, é extremamente importante existir um trabalho de consciencialização junto dos colaboradores das organizações.


Por Ricardo Magalhães, Enterprise Solutions Senior Manager, Noesis


“Os desafios futuros passam pela gestão de espaços, de equipas e de dinâmicas em que as pessoas se habituaram a não ter, por exemplo, que fazer deslocações. Até que ponto é que os colaboradores vão querer abdicar deste ganho atual? Claro que há sempre o reverso da medalha que neste caso são as condições que temos em casa para poder trabalhar”


A adoção de workplace solutions


2020 foi um ano atípico para o mercado de workplace solutions. Apesar de se prever um crescimento do mercado no início do ano, ninguém previa uma pandemia com as dimensões que teve e, consequentemente, com a adoção do número de soluções durante o ano.


A realidade atual potenciou então uma transformação em termos da adoção de soluções de workplace e até da forma como se perceciona este mercado por parte das organizações portuguesas.


Ricardo Magalhães sugere que existiram várias fases e várias velocidades neste processo de adoção. “A primeira é uma adoção de emergência, onde as organizações tiveram de se ajustar. As empresas que estavam preparadas sentiram um impacto menor, mas eu diria que a sensação que fica é que grande parte das organizações tiveram que tomar uma série de decisões rápidas para poder dar resposta às necessidades. Passou depois a existir uma maturidade na abordagem das empresas, ou seja, pensaram até que ponto é que as soluções arranjadas estão a funcionar e que e que ajustes devemos fazer”.


Apesar de entender as vantagens que o trabalho híbrido acarreta, como é o caso da própria gestão do tempo, Ricardo Magalhães da Noesis acredita que vão existir cenários díspares e que cada organização se vai ajustar aquilo que são as suas necessidades.


Segundo Ricardo Magalhães, o fator da satisfação do colaborador sempre foi um desafio. O local de trabalho deixa de ser imperativo para dar lugar às condições de trabalho.“É ainda importante falar das ferramentas que permitem que só a produtividade, mas também o controlo, não nos podemos esquecer dessa componente. Não é só produzir, também tem de haver o controlo do que é feito e como é feito”, conclui.


Publicado em IT Insight

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