Luzes e Tecnologia
NOESIS NOS MEDIA
29 outubro 2021

Process Mining: O que muda na gestão de processos?


Através de Process Mining, assistimos a uma mudança de paradigma.

Da gestão de processos ao Process Mining vai um passo gigante e totalmente disruptivo com resultados de eficiência e financeiros para as organizações.
 
Por Tiago Gregório, Data Analytics & AI Senior Manager na Noesis
 
A gestão de processos apoia as organizações a identificarem e estruturarem os seus processos das mais diversas complexidades. Útil? Sim, mas não suficiente. Ao não identificar a origem de erros dos problemas que nesses processos residem, esta gestão de processos não acrescenta efetivo valor nas organizações, podendo até revelar-se bastante dispendioso.
 
Através de Process Mining, assistimos a uma mudança de paradigma. Aliando tecnologia, como machine learning, e capacidade analítica à análise de processos, é assim possível identificar, monitorizar e melhorar os processos, extraindo conhecimento dos registos de eventos disponíveis, em tempo real.
 
Para além da completa transparência que o Process Mining acrescenta às organizações, com uma visibilidade total sobre os nossos processos, conseguimos aliar esta visão à ação. Podemos agir diretamente sobre os nossos processos, i.e., ao identificarmos as origens dos erros, é possível espoletar ações sobre os sistemas subjacentes, ou simplesmente notificações direcionadas para uma resolução imediata.
 
Sem lugar a falsas expetativas ou especulação, através de Process Mining, assistimos a uma transformação significativa nos processos, com benefícios concretos:
– Inequívoca transparência sobre a execução dos nossos processos;
– Capacidade de aferir a duração do nosso processo com alta granularidade;
– Identificação das nossas ineficiências, bem como as suas causas-raiz;
– Perceção do custo desperdiçado com rework ou tarefas que não acrescentam valor ao nosso processo;
– Total visibilidade sobre se estamos a executar o nosso processo de forma compliant;
– Identificação de atividades passíveis de ser automatizadas, através de RPA por exemplo, por forma a libertar recursos humanos para tarefas de valor acrescentado às nossas organizações;
– Resposta imediata a questões operacionais, especialmente sobre processos que estejam suportados em múltiplos sistemas.
 
Assim, o Process Mining atua em quatro fases, que passo a enumerar:
1) Recolha de registos de eventos dos sistemas que suportam os nossos processos;
2) Descoberta de processos, através dos dados recolhidos na fase um, de forma a levantar todos as ineficiências;
3) Monitorização dos nossos processos em tempo real;
4) Agir corretivamente, de forma ágil e imediata, nos desvios processuais.
 
Para processos digitais cada vez mais complexos, é necessário apostar em tecnologias inovadoras e disruptivas. O Process Mining veio revolucionar a gestão de processos, colocar a tecnologia ao serviço das organizações, tornando possível gerir toda a complexidade de processos no seio das organizações, de forma muito mais ágil, eficiente e com ganhos financeiros comprováveis para as organizações.
 
Publicado em Executive Digest
 
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