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05 abril 2022

Noesis na Expo RH


Ricardo Rocha, Diretor de Marketing & Communication na Noesis, participou na Expo RH para falar sobre o papel do Marketing na construção das marcas enquanto marcas empregadoras.

Organizada pela Abilways, a Expo RH realizou-se nos dias 23 e 24 de março, no Centro de Congressos do Estoril, com a presença de cerca de mil empresas e dois mil participantes, e mais de 50 oradores, que partilharam a sua visão sobre estratégias e práticas mais ousadas, eficientes e transformadoras dos recursos humanos.

Ricardo Rocha participou no painel "Reputação, marca, competitividade… o que valorizam os candidatos na hora de escolher”. A apresentação do responsável pelo Marketing na Noesis incidiu sobre a importância do Marketing na definição das estratégias de Employer Branding e na construção da marca e reputação.

Ricardo Rocha reconhece que os tempos são de mudança e muito desafiantes. “Vivemos num setor que está altamente pujante, num setor onde as empresas crescem a um ritmo forte, onde as organizações necessitam cada vez mais de tecnologia. Vivemos num setor de pleno emprego, não havendo desemprego no setor do IT nas funções técnicas qualificadas. E, por isso, há uma escassez de talento no mercado português e global e esse é o grande desafio que nos coloca nesta guerra pelo talento”.

O responsável de Marketing reconhece que há uma mudança de paradigma. “Hoje são os candidatos que escolhem as empresas e não as empresas que escolhem os candidatos e os nossos IT Recruiters têm funções cada vez mais exigentes, em que a procura proativa é a realidade do seu dia a dia.” E se a atração de talento é um dos grandes desafios das organizações, a retenção dos melhores talentos é também uma das principais preocupações. “Os nossos talentos são abordados no LinkedIn diariamente pelos nossos concorrentes e por outras empresas”. Além disso, os novos modelos de trabalho permitem que “um programador possa estar no seu home office em Guimarães a trabalhar para uma empresa na Holanda ou na Alemanha sem ter a barreira da emigração”.

O Marketing assume-se com uma importância vital no Employer Branding e na definição de políticas de recursos humanos das organizações. As marcas com maior capacidade de se diferenciarem estão automaticamente mais bem posicionadas para ganhar a luta pelo talento e captar os melhores profissionais.
Na opinião de Ricardo Rocha, “o grande desafio das organizações no IT, é um desafio de Pessoas, não é um desafio de negócio, não é um desafio comercial”, e acrescenta, “o grande driver que vai permitir às empresas dar o salto é conseguir ter equipas para conseguir entregar mais projetos”.

Devemos “olhar para a marca na perspetiva das pessoas e de uma forma completa, não nos podemos focar apenas nos nossos consumidores e clientes”. De acordo com Ricardo Rocha, não há nada de mais errado do que separar marca e negócio das pessoas, do que colocar marca e negócio do lado do Marketing e as pessoas no lado dos Recursos Humanos. “Se temos de trabalhar a nossa marca enquanto empregador então temos de utilizar as técnicas do Marketing para posicionar a nossa marca e, por isso, devemos trazer as valências do Marketing para a gestão de pessoas”.

O responsável da Noesis, considera que “o Marketing deverá estar no centro da organização, tem de conhecer o negócio, tem de fazer parte da política de internacionalização e da liderança da organização, e conhecer o ecossistema”. Mas tem também de “intervir no pilar das pessoas, no Employer Branding, na definição do Employer Value Proposition, nos processos de recrutamento e de onboarding. “Tem de estar próximo das várias comunidades: profissionais, universidades, e comunidade alumni, que é cada vez mais importante nas organizações. É crucial garantir que os talentos que saem das organizações para abraçar novos desafios tenham tido uma boa experiência e se tornem defensores da marca, e que possam até regressar”.

Outro dos grandes desafios do Marketing é o de tornar os espaços físicos novamente atrativos para os talentos do ano de 2022, o que significa que é necessário “criar momentos que sejam diferenciadores para que as nossas pessoas queiram deslocar-se ao escritório”.

Ricardo Rocha é perentório. “Se queremos ter uma cultura People centric é necessária uma organização Marketing centric”.