Luzes e Tecnologia
NOESIS NOS MEDIA
01 fevereiro 2022

Noesis aposta na Aceleração Digital


Só as empresas que adotarem uma cultura virada para a tecnologia se tornarão mais eficientes e competitivas

Por Nelson Pereira, CTO da Noesis
 
A transformação digital é um “chavão” de que se ouve falar já há alguns anos e um conceito bastante amplo. Hoje, podemos dividir a Transformação Digital em dois conceitos fundamentais – a resiliência digital e a aceleração digital, sendo a prioridade dada a estes novos conceitos dependente do nível de maturidade de Transformação Digital de cada uma das organizações.
 
«Num primeiro nível do processo de transformação digital, a preocupação está centrada, sobretudo, na continuidade do negócio, protecção da força de trabalho e dos sistemas críticos da organização, recuperação de sistemas em caso de desastre, entre outros focos. Assegurado este primeiro nível, a transformação assume então uma nova dimensão, intimamente ligada ao negócio e à criação de valor para o mesmo. O foco passa a estar na expansão e optimização do negócio, dando relevância ao que a tecnologia pode acrescentar, seja ao nível da produtividade, dos processos internos, da distribuição ou da geração de receita», explica Nelson Pereira, CTO da Noesis.
 
Para tirarem o máximo valor da adopção de tecnologias digitais e reforçar o crescimento, as empresas do futuro são organizações que sustentam os seus processos de negócio com tecnologia, impulsionadas pela inovação e digitalmente resilientes no seu core. No fundo, empresas que adoptam uma cultura virada para a tecnologia e na sua utilização, para se tornarem mais eficientes e competitivas. «Neste estágio de maturidade, o foco da transformação digital passa por criar uma organização capaz de “aprender” e retirar valor em todo o processo: criar novos modelos e operações de negócio ágeis, redesenhar e/ou reinventar modelos de negócio, optimizar processos.
 
No fundo, os investimentos digitais visam tirar partido de tudo o que a tecnologia permite e estão focados, entre outros, na definição de estratégias de customer experience, tirar partido dos dados, análises em tempo real, etc. Nesta fase, as organizações deverão dar relevância à produtividade, a uma tomada de decisão mais rápida, ao conhecimento aprofundado dos seus clientes, à optimização dos seus canais de distribuição ou de suply chain, redução de custos e aumento da eficiência», acrescenta o responsável.
 
No que toca à tecnologia, este é um momento desafiante para as organizações. É fundamental que as empresas se preparem tecnologicamente para a retoma da economia, que encetem verdadeiros processos de transformação nos seus modelos de negócio e de operação. Só desta forma conseguirão manter-se competitivas.
 
MUDANÇA DE PARADIGMA
 
A pressão para reduzir o time-to-market é crescente e a abordagem “tradicional”, em que os departamentos de TI respondem às necessidades do seu negócio desenvolvendo aplicações baseadas em uma ou duas linguagens de programação, com processos de negócio assentes numa única plataforma, está ultrapassada. Segundo Nelson Pereira, é necessário evoluir de uma visão de gestão de projectos (tipicamente afastada do conhecimento concreto da necessidade final e do negócio) para uma gestão de produto (intimamente ligada ao negócio). Importa entregar rápido, testar e ajustar. “Fail fast”, para que se possa corrigir, redefinir e alimentar novamente o ciclo de desenvolvimento.
 
Por outro lado, a escassez de profissionais no sector das tecnologias obriga a dotar as equipas de TI com tecnologia que garanta a continuidade de negócio mesmo quando a rotatividade de recursos humanos ocorrer. Neste contexto, as soluções Low-Code irão ser dominantes nos próximos anos, quer estejamos a falar em criar um sistema de raiz ou de aplicações de suporte. Também uma forte aposta em RPA (Robotic Process Automation) será solução para problemas de comunicação entre sistemas Legacy, dispendiosos e de difícil evolução.
 
Finalmente, a importância dada ao Digital Customer Experience. É fundamental olhar para a experiência do cliente nos diferentes canais, físicos e digitais e aproveitar o potencial da Inteligência Artificial, da personalização, chatbots, entre outras funcionalidades, para melhorar significativamente essa experiência e gerar mais receitas. Claro que, toda esta evolução seria impossível de atingir sem a cloud e os modelos de cloud híbrida serão cenários cada vez mais frequentes em qualquer organização de média ou grande dimensão, nos próximos anos.
 
Por último, os modelos de trabalho e o chamado Modern Workplace. A recente apresentação do Windows 365, da Microsoft, é um exemplo que vem confirmar a grande transformação a que continuaremos a assistir nessa matéria. Hoje, um simples smartphone poderá ter o poder computacional que o utilizador desejar, baseado na cloud e independente do desempenho da máquina local em que trabalhamos no momento.
 
SOLUÇÕES E SEGURANÇA
 
A Noesis opera sob o mote – Helping your business grow faster, o seu grande propósito. É um player de referência na implementação de soluções tecnológicas e no suporte aos processos de transformação digital dos clientes. Nesse sentido, a aposta centra-se num conjunto de áreas de actuação, dentro da tecnologia, que permitem assegurar uma cobertura end2end das necessidades de cada organização.
 
«Neste período e contexto pandémico, os temas da segurança foram uma das áreas que foi reforçada, por forma a estarmos cada vez mais capacitados para apoiar e responder aos desafios que os nossos clientes enfrentam. A cibersegurança é fundamental e tem que estar no centro de qualquer estratégia de transformação digital», conta Nelson Pereira.
 
A empresa e a sua unidade de Cloud & Security aposta cada vez mais na especialização das suas equipas, mas também na utilização de soluções tecnológicas que estão na vanguarda da cibersegurança e que oferecem abordagens diferenciadoras, com recurso à inteligência artificial, por exemplo. A Noesis aposta numa tecnologia líder mundial nesta vertente e são um dos principais players no mercado português, contamos com diversas implementações em algumas das maiores organizações em Portugal e em sectores tão distintos como Organismos Públicos, Defesa, Telecomunicações ou Transportes.
 
«Nesta vertente, a principal mensagem que procurámos transmitir junto dos nossos clientes, é que é fundamental apostar na Arquitectura de Segurança, e esse é, porventura, o principal desafio que actualmente se coloca às empresas nos dias de hoje. Reavaliar o seu ecossistema de TI e procurarem capacitar-se de forma estruturada com tecnologias e serviços de ponta que lhes permitam salvaguardar-se contra estas ameaças», sublinha o especialista.
 
Por outro lado, nos últimos dois anos, desenvolveram soluções muito específicas a pensar nas dificuldades e problemas que as organizações enfrentam neste contexto de pandemia. Soluções aplicáveis a diferentes perfis de empresa, dimensão e sector de actividade, como por exemplo, Virtual Queue Management e o Smart Space Manager. O Virtual Queue Management, foca-se na gestão de filas e tempos de espera com recurso à inteligência artificial e destina-se a qualquer espaço físico, como museus, centros comerciais, lojas, restauração, serviços públicos, entre tantos outros. Entre as várias funcionalidades, permite identificar o uso máscara, emitir e gerir senhas de atendimento virtuais ou fazer contagens do número de pessoas, permitindo assim controlar de forma eficiente os limites de lotação de um espaço e evitar aglomerados, por exemplo.
 
O Smart Space Manager, destina-se a ambientes maioritariamente corporativos, nomeadamente a gestão dos escritórios. Trata-se de uma solução especialmente útil para os períodos de desconfinamento controlado que vivemos e para abordar os novos modelos de trabalho híbrido que agora se perspectivam. Esta solução permite que qualquer empresa possa fazer a gestão eficiente dos seus espaços, por exemplo, um open space, com sistema de reserva e check-in para os seus colaboradores. Esta solução assegura, mais uma vez, o controlo de lotação de um espaço, permitindo estabelecer número máximo de lotação e monitorizar e controlar a utilização e ocupação desses espaços. De igual forma, permite assegurar o seu uso ecológico, eficiente e consciente, levando a novas formas de uso e à diminuição dos custos associados.
 
«Na componente de gestão de equipas, por exemplo, desenvolvemos também diversas aplicações que permitem apoiar os gestores nessa missão, monitorizando e fomentando o trabalho colaborativo e, até, o estado psicológico e “moral” das suas equipas», refere o CTO da Noesis.
 
A Noesis tem também vindo a desenvolver projectos para as principais organizações que operam no nosso mercado, utilizando a tecnologia Darktrace, líder mundial em soluções de cibersegurança com recurso à inteligência artificial, da qual são um dos principais parceiros em Portugal. Estas soluções revelam uma eficácia muito superior, quando comparadas às protecções tradicionais, na medida em que, utilizam todo o potencial da inteligência artificial e do machine learning para detectar alterações de padrão comportamental, por exemplo.
 
Desde logo, representam uma alteração de paradigma, face às soluções tradicionais, porque se focam em procurar comportamentos anómalos, ao invés do foco na procura de comportamento malicioso. Por outro lado, acrescentam capacidade de análise e são uma resposta aos limites da capacidade humana. Poder analisar informações e eventuais anomalias sem a sobrecarga dos recursos humanos é uma das perspectivas que a visão de inteligência assistida permite alcançar. Com pouco esforço, passa a ser possível monitorizar de forma completa as redes e dessa forma actuar em real-time sobre as ameaças externas ou internas que afectam as organizações.
 
Por último, são uma resposta aos próprios ataques, cada vez mais complexos e sofisticados e que recorrem, também eles, à inteligência artificial. A utilização da inteligência artificial em soluções de cibersegurança, é uma excelente resposta aos níveis crescentes de ciber-ameaça, porque permite às organizações protegerem-se e prevenirem possíveis ataques de uma forma muito mais eficiente, uma vez que tem a capacidade de analisar os dados e visualizar a rede da organização, traçando modelos de segurança, em tempo real, para além de se basearem também em modelos preditivos, de monitorização e análise, com recurso a Machine Learning (ML) e Behaviour Analysis.
 
A inteligência artificial é um forte aliado ao serviço da cibersegurança e um investimento essencial para aumentar a segurança nas organizações e para dotar as próprias equipas de TI, retirando-lhes grande parte do esforço de análise e permitindo-lhes um maior foco no que é importante, o negócio e os objectivos da organização. Este tipo de assistência, baseada em modelos de AI e ML será o futuro das organizações que se quiserem manter na vanguarda da tecnologia com segurança, e as previsões para a próxima década apontam para a consolidação desta visão. De acordo com um estudo da Trend Micro, os algoritmos de inteligência artificial vão ser um dos pilares fundamentais para a automatização da cibersegurança.
 
«Assim, a nossa aposta passa por disponibilizar soluções avançadas de segurança, monitorização avançada, observabilidade e automação, que se revelam mais eficientes, não só ao nível da detecção das ameaças, mas também na resolução e anulação das mesmas», conclui Nelson Pereira.

AI NAS EMPRESAS
 
Ao nível da Inteligência Artificial, a evolução em áreas como Computer Vision é cada vez mais pertinente, por exemplo, para sectores como a Distribuição e Logística, respondendo de forma eficiente em áreas como a gestão de stocks. Também ao nível da utilização de linguagem natural, com soluções de bots e conversational AI, é possível aumentar e melhorar os níveis de interacção e relacionamento com os clientes e compradores. Finalmente, a realidade aumentada, o Machine Learning ou o desenvolvimento de modelos preditivos e de forecasting, continuarão também a ser os grandes motores da introdução de AI nas organizações.
 
Publicado em Executive Digest