Luzes e Tecnologia
NOESIS NOS MEDIA
08 janeiro 2021

2021: perspetivas e desafios para a Noesis, in ComputerWorld


Alexandre Rosa, CEO da Noesis, em entrevista à Computerworld falou sobre o fecho do ano de 2020 e analisou as perspetivas e desafios para 2021.

Por Alexandre Rosa, CEO da Noesis


Em termos de negócio, que balanço faz de 2020? De que forma a pandemia influenciou o negócio da Noesis e quais as consequências?

O balanço de 2020 é, tendo em conta o contexto, um balanço positivo. Apesar de não termos atingido os objetivos inicialmente definidos para este ano, fruto da situação pandémica e de incerteza que se refletiu em algum abrandamento do negócio, a verdade é que conseguimos reagir de forma muito rápida e aproveitar, até, algumas oportunidades que este contexto nos apresentou. É sabido que a pandemia veio acelerar a transformação digital em algumas organizações e sectores de atividade. O facto de a Noesis ser uma empresa de referência nestas áreas, acrescido do facto de termos reagido rapidamente e de termos uma oferta que toca em muitas das áreas de maior necessidade neste período –  Cibersegurança, infraestruturas, customer experience, desenvolvimento ágil, entre outras –  permitiu posicionarmo-nos junto dos nossos clientes e do mercado como um parceiro de confiança para essa transformação. Assim, apesar de algum abrandamento, sobretudo no período inicial da pandemia onde alguns projetos foram suspensos ou adiados, o impacto negativo não foi tão acentuado como em outros sectores da economia ou como as projeções iniciais apontavam e permitem-nos fechar o ano de 2020 com resultados positivos e com crescimento face a 2019. 

 

Quanto vale o negócio da Noesis em Portugal e qual a percentagem que representa no negócio global da Altia na Europa?

A integração em 2020 da Noesis no Grupo Altia, um grupo multinacional de origem Espanhola e cotado em Bolsa, não nos permite divulgar ainda resultados relativos a este ano, por força das obrigações legais que vinculam o Grupo Altia perante a bolsa de Madrid. 

Ainda assim, em traços gerais e tendo em consideração os resultados de 2019, podemos afirmar que o negócio da Noesis representa entre 35% a 40% do volume de negócios total do Grupo Altia. 
De notar também que, o negócio da Noesis não se cinge apenas ao mercado Português, a Noesis está presente em 5 países, com escritórios e operação própria, nomeadamente, Portugal, Holanda, Irlanda, Brasil e Estados Unidos, a que se somou Espanha, em 2020, onde já estamos a desenvolver projetos conjuntos com a Altia. A operação internacional da Noesis representa cerca de 25% do nosso volume de negócios total e a perspetiva é que a importância do negócio internacional seja cada vez maior nos próximos anos.   

Quais as expectativas para 2021? O negócio vai crescer? Quais as áreas mais relevantes?

As perspetivas são de que 2021 seja um ano de crescimento no volume de negócios da Noesis e também de reforço da nossa operação Internacional, nomeadamente, no Brasil e em Espanha.

Sabendo também que os cenários e perspetivas agora traçados dependerão, naturalmente, da evolução do contexto pandémico e de crise nos principais mercados onde operamos. Ainda assim, no que toca à pandemia, os sinais para 2021 são animadores e acreditamos que o negócio e o objetivo que traçámos será possível de atingir e permitir-nos-á continuar a crescer no próximo ano. 

Em relação às áreas mais relevantes, como referi anteriormente, a oferta da Noesis está muito alinhada com as grandes tendências da tecnologia e a perspetiva que temos é que em todas elas existirão oportunidades e crescimento do negócio. Acreditamos que os temas relacionados com Cloud, Cibersegurança, Data Analytics, Inteligência Artificial ou Automação continuarão a ser foco das organizações, áreas onde a expertise da Noesis é bastante relevante. Mas também outros temas como Quality Assurance, Customer Experience ou Low-code, serão áreas onde continuaremos a apostar e a conquistar novos projetos e clientes, nas diferentes geografias onde operamos.  


Tendo em conta a necessidade de criação de emprego em Portugal a Noesis tem previsto contratar em 2021? Com quantos colaboradores fecham em 2020, e quantos pensam ter no final de 2021? 

A Noesis tem vindo a recrutar ativamente no mercado, nos últimos anos. A sector das TIs tem sido uma das áreas mais dinâmicas e que mais tem contribuído para a criação de emprego em Portugal e a Noesis também participado ativamente nesse capítulo, num mercado altamente concorrencial e onde a capacidade para atrair e reter os melhores talentos é um fator diferenciador. Terminaremos este ano com um número muito próximo dos 950 colaboradores, o que significará um aumento de perto de 100 colaboradores face ao final de 2019. 

Para 2021, ainda não apurámos o número previsto de contratações, mas continuaremos na linha dos últimos anos, a gerar emprego. Acreditamos que com o crescimento previsto para 2021 será possível ultrapassar a barreira simbólica dos 1000 colaboradores no próximo ano. Será um excelente sinal para a Noesis e para a economia. 


Quais as principais dificuldades que encontram, no mercado português, neste momento, no que respeita a abordagem a digitalização das empresas? 

É sempre difícil generalizar ou extrair grandes conclusões sobre o mercado, especialmente quando falamos de tecnologia e num mercado e tecido empresarial que é muito heterogéneo, quer no perfil de empresas que o compõe, quer no nível de maturidade digital de cada organização. 

A Noesis opera sobretudo num segmento medio-alto, ou seja, a grande maioria dos nossos clientes são empresas de media-grande dimensão e algumas das principais organizações a operar no mercado. Neste tipo de empresas a digitalização ou transformação digital já se encontra num estágio elevado de maturidade e o grande desafio para a Noesis passa por ser capaz de continuar a acrescentar valor e a trazer inovação para responder aos desafios crescentes dessas organizações, por exemplo, ao nível de todas as temáticas relacionadas com os dados, inteligência artificial ou automação. Por outro lado, em empresas com menor maturidade digital, os desafios estão num outro patamar, de adopção, otimização de processos ou de infraestrutura, até. Mais do que dificuldades, encontramos desafios muito interessantes no mercado em Portugal, que nos obrigam também a melhorar a qualidade de entrega dos nossos projetos e a sermos mais eficientes já que é um mercado e uma economia com níveis de crescimento inferiores a outros mercados.


Que conselhos dão às empresas para ultrapassarem os difíceis momentos que passamos?  

Cingindo-me ao que é a área de atuação da Noesis, julgo que é importante reforçar uma mensagem que tem sido muito veiculada neste ano de 2020, a da aceleração digital. É necessário que as organizações continuem a olhar para estes temas e que coloquem a tecnologia e a transformação digital no centro das suas decisões e estratégia. Há muito que este tema deixou de ser uma questão exclusiva do IT ou uma rúbrica de custo nos orçamentos das organizações e esta Pandemia veio evidenciar ainda mais isso. A aceleração tem sido forte e as organizações que melhor acompanhem esta aceleração e esta transformação serão as que irão ser mais competitivas. Essa é também uma lição que retiramos de outras crises, nomeadamente económicas, do passado e que já foram estudadas de forma exaustiva. As organizações que melhor se adaptaram em tempos de crise, que não deixaram de investir e que resistiram a estratégias exclusivamente focadas na “contenção de custos” foram as organizações que sobreviveram e que viram, inclusivamente, a sua posição de mercado reforçada no “pós-crise”. Este é mais um momento histórico que coloca à prova a resiliência das organizações e a capacidade dos gestores, onde as decisões e os investimentos efetuados 2020-2021 terão um impacto diferenciador nos anos seguintes, seguramente. 

 
Artigo publicado em Computerworld
Eduardo Vilaça
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