Luzes e Tecnologia
Noesis nos Media
20 novembro 2020

A Evolução do Software Empresarial , in ITchannel


Rodolfo Luís Pereira, Enterprise Solutions Director na Noesis, participou numa roundtable sobre a evolução do software empresarial e sobre os impactos que essa evolução teve no seio das organizações

Noesis nos Media
20 novembro 2020

Por Rodolfo Luís Pereira, Enterprise Solutions Director at Noesis 

O software empresarial deixou de ser apenas o ERP ou o CRM e evoluiu para um conjunto de soluções que, consoante o setor de atividade, são indispensáveis para as organizações. Blink IT, EasyVista, Esri, Infor, JP.DI, Microsoft, Noesis, Procensus Oak Peak, Qlik e SAS partilham a sua visão sobre o mercado de enterprise software
As organizações estão a evoluir e, com elas, o seu software. As empresas já não utilizam apenas o ‘simples’ ERP – Enterprise Resource Planning, ou Sistema de Gestão Empresarial – ou o CRM – Customer Relationship Management, ou Gestão de Relacionamento com o Cliente –, mas sim uma panóplia de aplicações de negócio que são cada vez mais relevantes.
Com este crescimento de software surgem outros problemas. Os silos de informação são um desses desafios, mas também a falta de formação aos colaboradores, que pode impedir que se tire o máximo partido do software.


ERP

O ERP ainda é um ponto importante no software empresarial das empresas, mas, atualmente, existem outras aplicações que são indispensáveis para os negócios. Simultaneamente, o ERP também se está a flexibilizar do ponto de vista da utilização.
Rodolfo Luís Pereira, Enterprise Solutions Director na Noesis, afirma que existem “vários tipos de necessidades” nas organizações que “não orbitam necessariamente à volta só do ERP”. Atualmente, este tipo de software tem de garantir a produtividade, a colaboração entre os diferentes intervenientes e a interoperabilidade de maneira a que as várias fronteiras existentes entre aplicações se esbatem.
Assim, explica o representante da Noesis, “falar só do ERP ou da facilidade que pode ter de utilização, é falar também de como é que ele se insere na organização como um todo, em conjunto com todas as outras aplicações” que estão presentes no dia-a-dia das empresas. “Passamos de uma vertente de software experience, em que é importante ter uma boa usabilidade, para uma lógica de quase organization experience em que tudo tem de falar com tudo, e isto é um grande desafio para garantir a interoperabilidade de todos os sistemas”


Interoperabilidade

Com o crescimento do número de aplicações, cresce, também, a importância de existir uma interoperabilidade entre as mesmas para que seja possível – de alguma maneira – eliminar os silos de informação.
Rodolfo Luís Pereira partilha que a Noesis, enquanto integrador, tem uma elevada procura, para além de fornecer as soluções de negócio, que podem ou não ser apoiadas em automação, garantir comunicação entre as várias áreas. É preciso “garantir que, de end-to-end, as coisas fluem e isso só é possível com a capacidade de integração”.
Para isto acontecer, as ferramentas têm de ter API (Application Programming Interface) – que podem nem sempre funcionar da forma como os clientes querem – que trazem desafios.
Apesar de os clientes não serem todos iguais, o Enterprise Solutions Director afirma que “não é possível encontrar um projeto em que não seja necessário falar de integração e interoperabilidade sobre aplicações, sejam elas utilizando ferramentas mais democratizadas e de perceber tudo aquilo que funciona e não funciona”. As organizações têm a necessidade de ter informação útil para o seu negócio e procuram – cada vez mais – reduzir os silos de informação, sejam eles organizacionais ou aplicacionais, e pôr os dados a trabalhar em função do negócio e não o inverso. É importante relembrar, também, que só se tiram valor dos data lakes se estes forem colocados a trabalhar em prol daquilo que são os objetivos de negócio das empresas, e não há nada melhor do que testar e fazer pequenos pilotos, e depois ir escalando à medida dos resultados e das necessidades.


Personalização

Um dos pontos distintivos do software empresarial é a sua extensibilidade e capacidade de personalização. Contudo, com a necessidade de implementação de novas versões de forma cada vez mais acelerada, esta personalização nem sempre se verifica e, por vezes, opta-se pela padronização.
Segundo Rodolfo Luís Pereira, da Noesis, os clientes têm-se apoiado no ‘fail fast’. “Fazer projetos curtos, onde se implementa tecnologia, onde se testam resultados e se aprendem com os mesmos, e se não funciona troca-se por outra coisa, mas sempre apoiado no que as plataformas de base têm, ou que possam ser estendidas com soluções – como conetores, plugins ou widgets –, é onde vemos que os clientes se têm apoiado e fazem esse trabalho. Ao mesmo tempo, muitos dos fabricantes têm trazido para o mercado um rapid pacing de entrega de produtos e soluções, seja em modelos SaaS ou release, já não estamos a falar de esperar um ano ou mais por uma major release que traz um conjunto novo de coisas e onde, nesse interregno, as empresas tinham de agir, tinham de desenvolver”.

 

*Artigo publicado em  ITchannel

Eduardo Vilaça