Luzes e Tecnologia
Noesis nos Media
13 julho 2020

XaaS: onde tudo é um serviço, in IT Insight


Noesis nos Media
13 julho 2020

Atualmente, quase tudo é um serviço. Os tempos do modelo transacional estão a ficar para trás e as organizações procuram soluções que permitam escalar quando necessário, a qualquer momento. Os modelos as-a-Service permitem exatamente isso. Alcatel-Lucent Enterprise, CGI, Claranet, Microsoft, Noesis, OVHcloud e Schneider Electric dão a sua opinião sobre o estado do as-a-Service em Portugal.

O as-a-Service continua a crescer. No ano passado, mais de 80% dos líderes de IT estavam a adotar modelos as-a-Service nas suas organizações, mesmo existindo alguns desafios técnicos e de recursos humanos.

A cloud permite que todos estes serviços sejam adotados pelas empresas. A possibilidade de escalar a qualquer momento é um dos benefícios que as organizações encontram, deixando de estar restrito aos equipamentos adquiridos e que, agora, fazem parte do legado da empresa.

Mercado em Portugal

O mercado português ainda está muito povoado por empresas que vendem no modelo mais tradicional, o transacional. No entanto, são cada vez mais aqueles que juntam algum tipo de serviço ao negócio e, aos poucos, vão ganhando negócio recorrente.

Depois, as organizações em si começam a apostar cada vez mais na opção as-a-Service. Os vários fornecedores de serviços cloud permitem que, através de um conjunto de cliques, qualquer organização possa usufruir de um determinado serviço que vai ao encontro das suas necessidades.

(…) Valter Fernando, Infrastructure Solutions Senior Manager na Noesis, explica que “o mercado vai evoluindo” e “todas as perspetivas são válidas”. No caso da Noesis, os clientes procuram soluções integradas, onde as soluções são entregues “como um serviço completo”.

O Infrastructure Solutions Senior Manager refere que não tem existido “nenhuma preferência de IaaS, SaaS ou PaaS; depende muito das necessidades que os clientes têm e das arquiteturas que temos de desenhar para cada um deles”. Atualmente, é preciso ter atenção ao facto de que “nem todos os workloads podem transitar para a cloud”. (…)

Efeito COVID-19

No início de 2019 – ou, mais tardar, no início de 2020 –, as organizações fizeram as suas previsões de negócio para este ano. Com a pandemia causada pelo novo Coronavírus, as empresas tiveram que rever – para melhor ou para pior – essas previsões.

Valter Fernando afirma que “o impacto da pandemia foi significativo” e a Noesis sentiu esse impacto “particularmente nos clientes”. No entanto, “a pandemia acabou por vir dar uma outra perspetiva que nos ajudasse a olhar para o disaster recovery ou business continuity de uma outra forma”.

Assim, “houve uma adoção destes modelos as-a-Service e hoje são percebidas pelas várias organizações as vantagens práticas que trazem estes modelos e como é que eles podem ajudar numa adaptação que hoje tem de ser muito rápida”, refere Valter Fernando. Por outro lado, muitas organizações “não conseguiram fazer exatamente essa adaptação porque não implementaram estes modelos de agilidade”. Hoje, as organizações encontram-se neste paradigma de necessitarem de o fazer e de adotar cloud e as-a-Service, mas acabam por restringir o seu investimento pela incerteza que atualmente se vive. (…)

IaaS

Ainda que o Infrastructure-as-a-Service (IaaS) faça parte dos modelos mais conhecidos, há outros que não são habituais no dia a dia das empresas, como é o caso de comunicações ou networking como um serviço.

Soluções nacionais

Se é verdade que várias empresas internacionais começaram a fazer negócio em Portugal, é igualmente verdade que as organizações nacionais podem fazer o mesmo.

Qualquer empresa pode vender em qualquer lugar. Uma organização que antes se restringia ao território nacional pode, agora, vender os seus produtos num modelo as-a-Service a qualquer cliente de outro país, por mais distante que este esteja.

O Infrastructure Solutions Senior Manager da Noesis refere que “definitivamente há lugar para plataformas e serviços que são desenvolvidos em Portugal serem exportados para o resto do mundo”, até porque Portugal “é uma referência na produção de IT e temos uma grande capacidade de know-how técnico”.

A Noesis faz exatamente isso diariamente, exportando serviços e desenvolvimento de algum software para o resto do mundo, onde estas soluções são exportadas “quase de forma diária”. É preciso ter em conta, também, que o mercado nacional não tem capacidade para absorver tudo o que é produzido no país, sendo necessário para muitas empresas exportarem os seus produtos para o estrangeiro.

*Artigo completo publicado em IT Insight.